Social

 

Relato dos eventos e acontecimentos ligados à ASBRAP e aos sócios

 

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24 de novembro de 2012

Almoço da ASBRAP

Restaurante Bovinu’s, na Alameda Santos, 2.393.

 

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26 de novembro de 2011

Almoço da ASBRAP

Restaurante Bovinu’s, na Alameda Santos, 2.393.

 

Fotos

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10 de novembro de 2010

Jantar da ASBRAP

Restaurante Bovinu’s, na Alameda Santos, 2.393.

 

Neste dia a ASBRAP recebeu a doação da coleção que pertenceu a Luís Gonzaga da Silva Leme, o insigne autor de “Genealogia Paulistana”, de 9 volumes. A oferta à Biblioteca Genealógica da ASBRAP foi feita por Maria Adelaide Leme Monteiro, bisneta do autor.

 

Fotos

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27 de outubro de 2008

Posse de Carlos Barata no IHGSC

Carlos Eduardo de Almeida Barata, nosso membro do Conselho Editorial da Revista da ASBRAP, irá tomar posse, como associado, do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, em 10 de dezembro próximo.

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17 de setembro de 2008

Palestra: Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo

Resenha

A palestra de Jair Mongelli Jr. versou sobre o Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo, do qual é diretor.

O palestrante apontou as diversas possibilidades de pesquisa pelas fontes documentais disponíveis: Livros manuscritos como registros de batismo (1640-2007), casamentos (1632-2007), óbitos (1686-2007) e assuntos diversos (ação católica, associações e irmandades, bispos e arcebispos, capelas, etc.); processos manuscritos como esponsais, divórcios, autos cíveis, breves apostólicos, genere et moribus, crimes, inventários, testamentos, etc.; iconografia como fotos, filmes e fitas de vídeo, desde 1871; mapoteca com plantas e projetos desde 1893; correspondência de bispos e arcebispos entre 1864 e 1964 (inclusive com documentos de D. Paulo Evaristo Arns); e partituras dos séculos XVIII e XIX.

Além da documentação, a Cúria conta com uma hemeroteca com jornais e boletins diversos, além de uma biblioteca com mais de 5 mil exemplares, aberta ao público, em geral composto por pessoas do meio acadêmico, religiosos, particulares, entidades civis e, sobretudo, muitos interessados em genealogia.

A palestra atraiu bastante a atenção dos presentes, pois foi ilustrada com diversos casos extraídos dessa variada documentação. O palestrante também respondeu a perguntas do público, após as quais se seguiu o jantar.

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02 de agosto de 2008

I Congresso ASBRAP: Diálogos entre História e Genealogia

Fotos

Página antiga do Evento

Resenha

O I Congresso ASBRAP, Diálogos entre História e Genealogia aconteceu no dia 02 de agosto de 2008, na Universidade Anhembi Morumbi, Campus Anhangabaú, no Centro de São Paulo. Contou com conferências de Nuno Canas Mendes (Portugal) e Mary Del Priore, assim como comunicações de doze pesquisadores ao longo do dia, sobre assuntos diversos que contemplavam o tema proposto. As palestras se desenrolaram num clima de descontração e confraternização, aos quais foram aliados questionamentos e debates pelos presentes, em torno de 120 pessoas.

O público, além de agraciado com dois generosos cafés, pode adquirir a Revista da ASBRAP nº 14, lançada no evento.

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11 de junho de 2008

Palestra: Documentação de Taubaté

Fotos

Resenha

A palestra de Joaquim Fagundes versou sobre a documentação existente no Vale do Paraíba Paulista, com uma profunda exposição sobre os arquivos e a documentação existente nas principais cidades, como Taubaté, Cunha, Queluz, Guaratinguetá, assim como aqueles documentos existentes no Arquivo do Estado de São Paulo relativos ao Vale do Paraíba. Uma segunda parte tratou do projeto do Museu Rodrigues Alves de reconstituição do caminho do outro que passava pela região.

A palestra contou com várias intervenções durante a exposição, denotando bastante interesse dos ouvintes. As questões debatidas giraram em torno das condições dos arquivos locais, em degradante estado de conservação, mas também ás dificuldades encontradas para pesquisa e acesso aos documentos. A salva de palmas selou o fim da palestra, cujas conversas continuaram no jantar no Hotel Othon

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14 de maio de 2008

Palestra: Sérgio Buarque de Holanda

Fotos

Resenha

A terceira palestra do Ciclo ASBRAP deste semestre, proferida por Thiago Nicodemo, teve um enfoque teórico ao abordar a obra de um dos maiores historiadores brasileiros – Sérgio Buarque de Holanda – sob o ponto de vista do ambiente historiográfico internacional. A palestra foi guiada por uma frase do caderno de notas de Goethe: “Escrever História é um modo de livrar-se (ou emancipar-se) do passado”. Tal frase pressupõe que o passado não é algo distante, mas que faz parte (está impregnado) no presente do historiador. O palestrante relacionou-a ao Fausto II, do autor, que versa justamente sobre o processo de modernização, que a geração do poeta presencia a partir da Revolução Industrial, como uma forma de eliminar os resquícios de um passado indesejável e que, ao final da peça, gera uma melancolia no Dr. Fausto por saber que tal passado eliminado era o dele próprio.

A frase do poeta alemão foi tomada um século mais tarde por três historiadores de três localidades diferentes: Meinecke, Croce e Marc Bloch. O primeiro tenta mostrar que Goethe foi importante ao apontar que o passado faz parte do presente, e a história pode auxiliar-nos a nos livrar-nos desse passado. Croce já mostra como que o historismo deve ser revisto, e recupera a mote goethiano para orientá-lo para uma filosofia da história que considera a historicidade da historiografia: assim como a poesia deveria ser entendida segundo seus critérios próprios, a história não deve ser analisado pelo que lhe é externo, mas na sua historicidade, isto é, os problemas que lhe são contemporâneos. Assim, vê o passado também como presente e a história como o método para nos libertar da própria história. Marc Bloch, por fim, considera justamente aqueles rastros do passado que permanecem no presente como a condição própria da história: é porque rastros de tempos antigos permanecem nos tempos atuais é que podemos reconstituir qualquer história, citando como exemplo a transição da paisagem de um viajante que sai de Paris rumo ao meio rural francês, que teria como acessar uma paisagem ainda medieval por sua permanência. Isto significa que a história é um olhar do presente para o passado e ao mesmo tempo um olhar do presente para o futuro, mesmo que idealizado. Esses três historiadores (junto com Walter Benjamin e Ernst Bloch) têm uma preocupação semelhante: o papel da história na ascensão dos totalitarismos europeus, sobretudo o nazismo e o fascismo. Assim, se voltam contra uma história que prima a legitimação do governo e o controlada pelo cívico. Combatem assim uma história de cunho positivista que se furta a pensar os problemas do presente e se refugia num passado pseudo-objetivo e numa neutralidade indesejável diante do contexto político. Assim, tais reflexões contribuíam para uma inflexão de vanguarda na história, que não se generalizou de pronto: primado do papel do historiador, pensando-o como intelectual que é parte do projeto da modernidade (ao se profissionalizar no século XIX, com subsídios governamentais); a inclusão do paradigma da modernidade na história, pensando uma “história à contrapelo” alternativa àquela legitimadora dos governos e das classes dominantes.

Após essa profunda contextualização, a segunda parte da palestra é voltada a mostrar como Sérgio Buarque está antenado com essas questões de seu tempo e, a partir de uma leitura e diálogo com tais autores, pensa problemas análogos para o Brasil. Não por acaso, cita o aforismo de Goethe ao tratar de Marc Bloch em um artigo. Portanto, está presente na obra de Sérgio Buarque a problemática de como interromper processos indesejáveis para a modernização brasileira, elementos de um passado que permanece no presente e atravanca o desenvolvimento de uma sociedade democrática e igualitária. Um exemplo é a clássica análise do “Homem Cordial”, uma categoria criada para dar conta da hipertrofia do mundo privado sobre o público, ou seja, da tendência de se relacionar com a esfera pública como se ela fosse uma dimensão da casa (o que perdura em nosso meio político até hoje...).

Assim, fazendo uma história voltada para a modernização brasileira, sua postura vai se tornado cada vez mais agressiva no sentido de uma militância de historiador, voltado para uma intervenção no presente a partir não de uma taumaturgia (invocação) mas de um exorcismo do passado (como é tentado em Visão do Paraíso). Isso se dá pelo entrecruzamento na sua análise da técnica acadêmica (análise crítica de documentos, utilização de procedimentos da crítica literária, abordagem sociológica, análise da vida material, etc.) com a militância modernizadora. A categoria que expressa, para Thiago, essa junção é o conceito de FORMAÇÃO que, por sinal, está presente em análises como a de Caio Prado Júnior e Antônio Cândido. A formação, para essa geração, permite articular a partir do presente e das questões incômodas uma análise do passado com uma perspectiva de futuro.

Após o debate, com perguntas sobre o trabalho de historiador do Sérgio Buarque e sua abordagem da genealogia, a palestra foi encerrada, e todos se dirigiram ao Othon, para mais um delicioso jantar.

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16 de abril de 2008

Palestra: Projeto Compartilhar

Resenha

A segunda palestra do Ciclo ASBRAP deste semestre, proferida por Regina Junqueira, versou sobre o “Projeto Compartilhar”, cuja intenção é disponibilizar documentação na internet. Iniciado em 2004, conta com vários comentários elogiosos de diversas pessoas que tiveram suas pesquisas facilitadas.

Regina começou informando que o trabalho de disponibilizar informações é feito por ela e por Bartira Sette, mas que recebem colaborações de diversas pessoas que fazem pesquisa no Brasil. Muitos desses colaboradores iniciaram pela busca no site e, ao ir aos próprios documentos, descobriram seu potencial de pesquisadores, retribuindo com a cessão de documentos para o projeto.

Com relação ao trabalho, primeiramente Regina procurou disponibilizar informações relativas a São Paulo mas, devido ao tempo e algumas dificuldades de disponibilização de documento por parte das instituições, passou a trabalhar com os arquivos mineiros. Este trabalho está em vias de finalização, quando a pesquisadora pretende retornar à São Paulo, para trabalhar com a documentação do Oeste Paulista.

A palestra gerou debate principalmente sobre dois assuntos: as condições de pesquisa dos arquivos e o povoamento de São Paulo. Enfatizou-se o caráter mestiço da população brasileira e paulistana, que leva a uma relativização de vários registros genealógicos que tendem a “branquear” os registros. Além disso, genealogistas como Pedro Taques e Silva Leme não consideravam os filhos fora do casamento, levando-os a não registrá-los. Isso deve levar o pesquisador a uma postura crítica com relação aos registros.

Mais uma vez, o interesse na palestra levou-nos a exceder o horário. Após a salva de palmas, dirigiram-se todos ao Hotel Othon, para o jantar, onde continuaram as conversas e troca de informações.

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18 de março de 2008

Palestra: Balanço Historiográfico da Genealogia Brasileira

Resenha

A primeira Palestra do ciclo ASBRAP “História e Genealogia: Pesquisa e Historiografia” começou de forma extraordinária. A palestra ministrada pelo nosso presidente Marcelo discorreu sobre o estado da pesquisa genealógica no Brasil, enriquecida com dados da sua experiência e contato com a genealogia portuguesa, fruto de sua viagem no ano passado.

De início, o palestrante iniciou com uma constatação provocante: a pesquisa genealógica no Brasil está pelo menos 30 anos atrasada em relação à portuguesa, ou seja, faz-se no Brasil genealogia nos moldes que era feito na década de 1960. Em seguida, aponta vários dos fatores que contribuíram para tal estado alarmante. Primeiramente, as condições de pesquisa têm involuído, pois os acervos documentais estão mal conservados, mal indexados, arquivistas e bibliotecários mal preparados, além da dificuldade do acesso a documentos, fruto de uma mentalidade que vê o pesquisador como alguém incômodo, esta resultante da incompreensão de como funciona uma pesquisa histórica. Aliado a isso, ao contrário de Portugal, no Brasil faltam políticas de disponibilização on-line ou de forma impressa de séries documentais, aproveitando os modernos recursos tecnológicos. Em terceiro lugar, a própria abordagem da genealogia, pautada em arrolar nomes sem se preocupar em contextualizar a vida da pessoa, as relações familiares ou a época em que viveu, aliada à forte preocupação em ressaltar aspectos nobilitários dos ascendentes (o que leva a ocultar descobertas indesejáveis), contribuem para tal atraso. Em quarto lugar, o preconceito da pesquisa histórica universitária com relação à genealogia contribui sobremaneira para travar os diálogos enriquecedores entre as duas áreas.

Por conta desse último assunto, a palestra adentrou no histórico da pesquisa genealógica no Brasil. Marcelo mostrou que ela esteve inicialmente atrelada aos institutos históricos e geográficos, como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sediado no Rio de Janeiro, fundado em 1838. O mesmo ocorreu quando se instalou Institutos Históricos e Geográficos nos estados, que passou a agrupar a pesquisa regional. Ao mesmo tempo que deu impulso à pesquisa, essa regionalização contribuiu para isolar a pesquisa genealógica, pois os intercâmbios foram um tanto restritos. Um segundo momento da pesquisa genealógica ocorreu com a fundação dos institutos genealógicos, formado por pessoas também pertencentes aos institutos históricos mas que gostariam de concentrar pesquisas genealógicas. Destes, destacam-se o Colégio Brasileiro de Genealogia e o Instituto Genealógico Brasileiro.

Tanto os Institutos Genealógicos quanto os Institutos Históricos sofreram com a criação das universidades públicas, na medida que estas passaram a receber dinheiro público para realizar pesquisas e publicações históricas. A este fator soma-se a polarização ideológica que associava as universidades ao pensamento de esquerda e os institutos ao pensamento da direita, muitas vezes emperrando o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre ambas as instituições.

O debate foi acalorado e intenso, permeado pela pergunta: o que fazer para reverter tal situação? Múltiplas alternativas foram colocadas, ressaltando-se a responsabilidade individual e coletiva dos pesquisadores, responsáveis por cobrar das autoridades públicas e mantenedores dos acervos uma postura positiva com relação à questão. Lembrou-se que um esse é um dos objetivos para o qual foi criada a ASBRAP. Amargamente, mas em tempo, constatou-se não estar sendo dada a devida atenção ao assunto, apesar de se sentir, individualmente, como pesquisadores, os seus efeitos. Ao clima geral de mobilização seguiu-se uma acalorada salva de palmas.

Em seguida realizou-se o jantar no restaurante do Hotel Othon, num clima descontraído entre os participantes.

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23 de janeiro de 2007

Lançamento da Revista nº 12

Lançamento.

Fotos

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15 de dezembro de 2006

Viagem de Eduardo Raggio Vicentini à Itália

Viajou para a Itália nosso consócio Eduardo Raggio Vicentini, em busca de suas raízes. Segue o seu relatório, redigido em tom informal, especialmente para o nosso mural:

Tamos aqui de vorta!

 

Tudo bem Marcelo? Graças a Deus fiz uma viagem excelente. Conheci quase todas as cidades de meus antepassados e consegui fazer uma pesquisa que julguei excepcional.

Em Porto Viro, paroquia de Donada, contatei o pe. d Afonso Boscolo, para o qual sua apresentação foi suficiente, permitindo o meu acesso aos livros desde a criação da paróquia em 1680. Com isso, pude constatar que o Domenico "Giovanni" Vicentini, meu trisavô era filho de Antonio Vicentini e nascido em Corbola, um paese próximo de Porto Viro, e não o Domenico Vicentini que era nascido em Verona, conforme acreditava. Com isso, percorri toda a região, Corbola, Adria, Santa Maria em Punta, Crociarone, Crociara e Ariano in Polesine, trocando pelos dias que havia programado para Verona e Trento.

Tive certa dificuldade com o pe Sergio, da paroquia de Contarina-Porto Viro, mas acabei vencendo-o pelo cansaço e insistência, selecionei os atos dos livros de morte e de matrimônio, atos esses que uma "prima" de Porto Viro ficou de fotografar e me enviar pela Internet.

Em Sant'Agata Bolognese-BO apresentei a Carta de Apresentação, mas, mesmo assim, o padre d Gabriel solicitou que fosse buscar uma autorização da Curia de Bologna, onde apresentei a carta e o chanceler imeditamente me concedeu a autorização, que aproveitei para também conseguir acesso aos livros de San Giovanni in Persiceto.

Só a pesquisa em Gênova é que teve poucos frutos, pois apenas registrei alguns Raggio e Solari no Cemitério de Zoagli, que servirão para tentar obter informações de meus ancestrais, caso o chanceler não consiga diretamente com o Padre de Zoagli. Isto porque estive antes na Curia de Chiavari, onde o chanceler me informou que seria impossível meu acesso direto aos livros pois o padre de Zoagli era a única pessoa com acesso aos mesmos e estava internado pois dentro de 3 dias seria operado do coração.

Resumindo, consegui documentos referentes a 8 ancestrais de que dispunha apenas do nome, além de registrar em minha árvore mais 268 ancestrais, dos quais 48 diretos e 220 entre seus irmãos e sobrinhos. Enfim, esse número certamente será bem acrescido quando chegarem as fotos de Contarina e permitirão posteriores pesquisas, pois fiz boas amizades por lá e tenho certeza que me trarão novas informações.

Considerando que acrescentei à minha árvore mais aproximadamente 300 registros em uma viagem de apenas 30 dias e com o percalço ocorrido em Gênova, creio que posso realmente considerar a viagem de pleno sucesso genealógico. E foi emocionante conhecer as localidades onde viveram e nasceram meus ancestrais.

Um agradecimento especial a você e à Asbrap pelas Cartas de Apresentação, que se mostraram eficientes e que aconselham sejam fornecidas a outros membros que tenham o mesmo propósito em outros países.

Abraços.

Eduardo Raggio

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2 de agosto de 2005

Jantar da ASBRAP

Jantar

Fotos

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